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	<title>Trem da Manhã</title>
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		<title>Trem da Manhã</title>
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		<title>Trem das 7</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jul 2007 01:14:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agds</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Senhor maquinista. Por favor, entregue esta carta ao senhor que embarcou hoje.
2007, 19 de julho
Me lembro quando, ontém, conversamos sobre o tudo e o nada. E vejo que hoje, você já não está ao meu lado. Não sei onde está, mas onde quer que esteja, você está ganhando o jogo, afinal, descobriu o outro lado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tremdamanha.wordpress.com&blog=644505&post=9&subd=tremdamanha&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Senhor maquinista. Por favor, entregue esta carta ao senhor que embarcou hoje.</p>
<p><em>2007, 19 de julho</em></p>
<p><em>Me lembro quando, ontém, conversamos sobre o tudo e o nada. E vejo que hoje, você já não está ao meu lado. Não sei onde está, mas onde quer que esteja, você está ganhando o jogo, afinal, descobriu o outro lado da moeda. Você pegou o Trem das 7 hoje, enquanto nós estamos, ainda, esperando o nosso. Quem sabe quando embarcaremos? Não importa.</em></p>
<p><em>Mas, sabe; eu fico imaginando em como você deve estar. Tenho a impressão que muitos já fizeram essa mesma pergunta diante duma situação parecida.</em></p>
<p><em>Não vou chorar. Só tenho a rir pelas lembranças boas. Claro, você sempre foi meio bravo. Meio? Bastante. Mas isso, é o que fez a gente te amar ainda mais. Esse seu jeito.</em></p>
<p><em>Ainda carrego aquela moeda antiga que você me deu. Não caçoe de mim, eu ainda vivo neste mundo do material, hehe.</em></p>
<p><em>Sabe, eu sempre ouço histórias de super-heróis. Mas, comparando as histórias que contam sobre o que você foi e também o que eu vi, posso garantir: eles são só apenas bonecos ilustrativos, enquanto você, ah, você&#8230; indescritível. Mas não fique aí se vangloriando. Você não foi o único super-herói, não, hehehehe.</em></p>
<p><em>Tá, você não foi perfeito. Eu admito. Aliás, longe de ser perfeito, como todos nós. Todos nós. Lembro quando você causava tristeza em pessoas que tanto te amavam. Mas sei que somos, todos, assim. Coisas do homem.</em></p>
<p><em>Ah, vou parar com esse assunto besta.</em></p>
<p><em>Você acredita que me obrigaram a te ver empaulado? Essa palavra nem existe, claro, mas é o que eu penso. Como conseguem colocar as pessoas nessas caixas ridículas? Sei, sei, costume, tradição, né?! Bah. Pra eles. Eu não gosto disso. Por que eu não gosto? Simplesmente porque eu não quero lembrar de você deste jeito. Eu quero lembrar de quando você ainda estava aqui, das coisas boas, dos seus acertos, dos seus erros&#8230; Mas&#8230; Nada posso fazer quanto à isso. É normal, é uma tradição de grande parte dos homens. Eu só sei que não quero que façam isso comigo.</em></p>
<p><em>Chegaram umas mulheres lá. Nem sabiam seu nome, e foram rezar pra ti. Sabe, eu não gosto muito disso. Ah, sei, sei. Eu sou muito encrenqueiro e enjoado. Sou mesmo. Não gostei, não gostei, e pronto.</em></p>
<p><em>A vovó ficou triste pela sua partida. Muito triste. Ela não parava de contar sobre você, a todos que chegavam, repetidas vezes. Aliás, todos os seus filhos ficaram tristes. Todos choraram. Mas nós ainda estamos aqui, e por estarmos aqui, ainda sofremos. Não sei você, se já superou essa fase, hehe.</em></p>
<p><em>Eu tenho muitas coisas pra falar pra você ainda. As pessoas costumam achar que um dia reencontraremos nossos entes queridos em outro lugar. Eu vou torcer para que isso seja verdade, e poder te reencontrar, levar algumas broncas e conselhos. Não vou falar pra você descansar em paz, porque descansar, você nunca quis. Só queria saber de trabalhar. E trabalhava, ein. Queria ter toda essa sua disposição. Enfim. E eu também sei que descansar em paz é chato demais. Não tem nada pra fazer. Um tédio. Ou talvez eu não  interpretei a frase corretamente. Mas eu posso dizer:</em></p>
<p><em>&#8220;Te amo, vovô. Seja feliz, onde quer que você esteja.&#8221;</em></p>
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		<title>Uma história sobre &#8220;tragédias&#8221;</title>
		<link>http://tremdamanha.wordpress.com/2007/01/08/tragedias-primeira-parte/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Jan 2007 00:12:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agds</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente, em Especial: Mensagem de Ano Novo (para lê-la, confira o menu ao lado), disse que mesmo em situações ruins, podemos tirar certas vantagens. Então, alguém veio a mim &#8211; a princípio não concordando -, e me pediu melhores explicações. Todo mundo tem uma visão diferente para cada coisa, e por isso, conto uma história.
&#160;
15 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tremdamanha.wordpress.com&blog=644505&post=7&subd=tremdamanha&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Recentemente, em <em>Especial: Mensagem de Ano Novo</em> (para lê-la, confira o menu ao lado), disse que mesmo em situações ruins, podemos tirar certas vantagens. Então, alguém veio a mim &#8211; a princípio não concordando -, e me pediu melhores explicações. Todo mundo tem uma visão diferente para cada coisa, e por isso, conto uma história.</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p><strong>15 de março, 01:40h da tarde&#8230;</strong></p>
<p><em>O trabalho me esperava, já tinha almoçado e como de costume, cochilado um pouco. E como exige a rotina, estava agora no ônibus que me levaria direto à empresa. &#8220;As pessoas são diferentes&#8221; &#8211; refleti. Algumas olham o mundo pela janela, outras nada notam porque estão com um fone no ouvido e há ainda as que conversam constantemente. Incrível também, como algumas conseguem dormir com o imenso barulho, e duas ou três &#8211; incluindo eu -, lêem livros, jornais ou revistas.</em></p>
<p><em>- Continue andando, faça tudo o que eu disser! E quero todo mundo sentado! Nada de gritos! Nada de gritos!<br />
</em></p>
<p><em>Mas todos gritaram. A minha primeira reação foi um rápido olhar que me mostrou pessoas espantadas e um homem alto apontando uma arma em diversas direções. Eu não fazia idéia do porque dele estar ali; ele sequer tinha dado voz de assalto. Pensei estar em um pesadelo. Pensei que aquilo iria acabar logo. Mas não foi bem assim que tudo aconteceu.</em></p>
<p><em>Em minutos o ônibus estava cercado por muitas patrulhas e com policiais apontando suas armas. Para não ser atingido por um atirador, o bandido escolheu alguém para ser o seu escudo: eu!</em></p>
<p><em>Eu não podia acreditar que tinha escolhido um banco tão próximo da entrada. Não podia acreditar que eu, justamente eu, fui a escolha. &#8220;Estava preste a morrer&#8221; &#8211; era só o que eu pensava. Comecei a me perguntar que pecado havia cometido nestes últimos dias. Tentei justificar a situação.</em></p>
<p><em>O tempo passava, havia um negociador e um bandido. Não conseguia prestar muita atenção &#8211; os soluços eram fortes demais -, mas algumas frases sempre pareciam ser claras.</em></p>
<p><em>-&#8230; e ela morre!</em></p>
<p><em>Talvez ele tinha dito que se os policiais não atendesse suas exigências, eu morreria. Ou talvez, se eles invadissem o ônibus, eu morreria.</em></p>
<p><em>Um bandido nada tem a perder. Mas eu não, afinal, tinha filhos e um marido. E um trabalho que me ocupava quase que o dia todo: dentro e fora dele.  Pronto. Bastou esse pensamento para que eu me desesperasse mais. Me dei conta de minha vida.</em></p>
<p><em>Pensei em prometer algo a Deus em troca de minha vida. Mas fui ensinada que fazendo isso, estaria tentando comprá-Lo. Sim, havia o pedido. Eu tinha de pedir uma nova chance. Não sabia se aquilo era castigo, acaso ou azar. Não importava agora.</em></p>
<p><em>E o mundo se calou a minha volta, porque eu estava pedindo. Não era como o &#8220;por favor&#8221; desesperado e impensado. Era maior que isso.</em></p>
<p><em>Mas houve o disparo que me trouxe de volta. A arma empunhada para cima, rapidamente voltou a minha cabeça. O pranto das pessoas se transformou em gritos, os policiais e o negociador ficaram mais assustados, mas foi só um tiro para mostrar que ele &#8211; o bandido &#8211; não estava brincando.</em></p>
<p><em>Engoli a seco o grito, o desespero, as lágrimas e resolvi voltar ao meu pedido. Desta vez, pedi também por todos nós, reféns. E algo mais foi mostrado: o valor que a minha vida tinha.</em></p>
<p><em>Eu não sei o que aconteceu antes de eu voltar à situação, mas pouco a pouco vi os reféns serem libertados. Até ficar eu e ele.</em></p>
<p><em>O negociador conversou mais com o bandido. Até que este se rendeu. Eu corri desesperadamente, cambaleando até um policial me acolher. Deu tudo certo. Pude respirar.</em></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p><em>20 de junho, 00:00h (um ano depois)&#8230; o que aconteceu comigo foi uma tragédia. Uma tragédia necessária. Todo mundo tem uma visão diferente da vida. Há quem ache que foi castigo, azar, o acaso ou o destino. Eu prefiro acreditar que tudo isso foi necessário. É difícil dizer, mas, às vezes meu coração diz que foi uma benção. Ela mudou a minha vida. Se hoje eu vivo cada minuto como se fosse o último, é por causa dela. Se hoje eu amo mais o mundo a minha volta, é por causa dela.</em></p>
<p><em>Sim, eu tive de aprender com a tragédia. Alguém me disse: &#8220;As pessoas não dão  o valor necessário a vida. Se tivéssemos apenas 24 horas de vida, iríamos enxergar as maravilhas do nosso mundo.&#8221;. Eu poderia ter seguido a mensagem e tudo isso, talvez teria sido evitado. Mas eu não posso reclamar. Nem ouso. Não é todo mundo que sobrevive a isso, e ainda por cima, aprende com ela. Foi um milagre. Demorou um tempo para voltar a andar de ônibus &#8211; houve o trauma. Mas foi superado.</em></p>
<p><em>Agora tenho de escolher um livro para ler amanhã, enquanto uns olham a paisagem, outros se distraem com o fone de ouvido, outros conversam, outros dormem&#8230;</em></p>
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		<title>A felicidade que nunca chegou</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jan 2007 01:34:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agds</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando tinha 13 anos, Felício dizia: aos 15, minha vida vai mudar, e vou poder ser feliz. O tempo passou, o garoto cresceu e finalmente completou 15 anos. Disse: aos 18 anos, vou ser maior de idade e poderei fazer o que quiser; assim, finalmente poderei ser feliz.
Felício aguardava pela sua felicidade, até que completou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tremdamanha.wordpress.com&blog=644505&post=6&subd=tremdamanha&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Quando tinha 13 anos, Felício dizia: aos 15, minha vida vai mudar, e vou poder ser feliz. O tempo passou, o garoto cresceu e finalmente completou 15 anos. Disse: aos 18 anos, vou ser maior de idade e poderei fazer o que quiser; assim, finalmente poderei ser feliz.</p>
<p>Felício aguardava pela sua felicidade, até que completou 18 anos; teve de assumir responsabilidades que jamais pensava ter: faculdade, trabalho&#8230; E por isso &#8211; segundo sua concepção &#8211; não podia ser feliz; tinha de esperar mais.</p>
<p>O tempo continuava a passar: Felício se casou, teve filhos, netos, bisnetos e, certo dia deixou este mundo. Quando isso aconteceu, sua alma foi levada para o vazio &#8211; onde não havia tempo nem espaço &#8211; e à ele, foi permitido que revisse toda a sua vida.</p>
<p>Observou o quanto brigou com os pais, o quanto despejou suas angústias na esposa e nos filhos, e consequentemente, nos netos e bisnetos. Então, sua voz ecoou no vazio:</p>
<p>- Sempre esperei a felicidade, nada mais. E o que recebi foi apenas angústia e tristeza; a vida foi injusta comigo.</p>
<p>Como vindo em sua direção, uma voz surgia:</p>
<p>- A vida lhe deu todas as oportunidades: os 13 anos que tanto esperou, os 15, 18 e tantos outros. Você poderia ter morrido aos 12 anos como seu amigo de infância, ou aos 14, ou aos 17&#8230; Mas a vida foi muito boa com você, lhe dando chances para que finalmente fosse feliz. Entretanto, você desperdiçou tudo isso, para tornar-se triste e, claro, fazer triste as pessoas ao seu lado.</p>
<p>E como se a voz fosse se distanciando, continuava a falar até se perder no vazio: &#8220;Quem espera o dia de amanhã para ser feliz, será sempre triste, não importa a idade, o lugar em que mora, o quanto dinheiro tem&#8230;&#8221;.</p>
<p><em>Uma mensagem para que possamos refletir sobre as oportunidades que a vida nos dá, e principalmente, nos alertar de que quem faz a felicidade, somos nós. </em></p>
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		<item>
		<title>Especial: Mensagem de ano novo</title>
		<link>http://tremdamanha.wordpress.com/2006/12/31/especial-mensagem-de-ano-novo/</link>
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		<pubDate>Sun, 31 Dec 2006 19:32:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agds</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Não, não é apenas mais um ano que chega. Faça diferente.
Faça novos planos, mude alguns hábitos, crie novos projetos, dedique-se a novos trabalhos, procure novas emoções &#8211; mas não deixe-as virar sinônimo de irresponsabilidade -, novas amizades, novos amores &#8211; mas não deixe-os virar obsessão -, ouça novas músicas, leia livros diferentes &#8211; mas não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tremdamanha.wordpress.com&blog=644505&post=5&subd=tremdamanha&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><em><strong>Não, não</strong> é apenas <strong>mais</strong> um ano que chega. Faça diferente.</em></p>
<p>Faça novos planos, mude alguns hábitos, crie novos projetos, dedique-se a novos trabalhos, procure novas emoções &#8211; mas não deixe-as virar sinônimo de irresponsabilidade -, novas amizades, novos amores &#8211; mas não deixe-os virar obsessão -, ouça novas músicas, leia livros diferentes &#8211; mas não os deixem tomar conta do seu dia. A nossa vida necessita de mudanças para que ela se alegre. Mas preserve as coisas boas que você já conquistou.</p>
<p>Escreva sua própria história no livro da vida. Viva intensamente. E em algumas ocasiões especiais, deixe a própria vida te guiar, para que ela possa lhe mostrar o que já conhece.</p>
<p>Lute pelo que você quer. A vitória &#8211; quase certa &#8211; será mais excitante e melhor aproveitada do que em outras situações. Não há derrota quando se luta de todo o coração. Mas se mesmo assim o prêmio principal não foi alcançado, as emoções ficarão guardadas e sempre serão lembradas com orgulho. As vezes é necessário perder e admitir os erros, e aprender com eles para uma nova luta.</p>
<p>Jogue fora o que já não importa mais: fracassos, conflitos, coisas que acha que deveria ter sido diferente, tristezas, etc. Assim, estaremos mais leves e com mais espaço em nossa vida, prontos para trilhar e conhecer novas estradas e rotas.</p>
<p>Importe-se mais com o planeta, com a natureza, com suas plantas, com seu animal de estimação, com a água, com os rios, com os jardins.</p>
<p>Admire a grandeza da vida nas coisas simples que poderiam passar despercebidas. Olhe mais além e de vez em quando, crie teorias pessoais sobre o que enxergar &#8211; sem sentir-se envergonhado pelo que imaginar. Esqueça-as em seguida, afinal, você já viajou pela sua alma.</p>
<p>Aproveite as pequenas chances que a vida lhe dá no dia-a-dia para fazer coisas boas: Cumprimente o vizinho, o colega de trabalho, o lixeiro, o jardineiro, o cobrador, o carteiro, o senhor, a criança, o jovem. Beije sua esposa, seus pais, sua namorada, seus filhos, seus netos. Faça tudo isso, <strong>faça de coração</strong>, mas não deixe jamais virar uma obrigação. Aceite os presentes que lhe oferecerem, o cafezinho, o salgadinho. Dê presentes também, e os dê de coração, mas não deixe jamais virar uma questão de educação.</p>
<p>Aprenda coisas novas: uma nova língua, um novo instrumento, uma nova disciplina, uma nova rota, uma nova religião, um novo costume, um novo esporte&#8230;</p>
<p>Quando sozinho em sua casa, fale em voz alta consigo mesmo. Assim, o universo terá uma chance de conversar com você, lhe falando através de seus próprios pensamentos, coisas que jamais imaginou falar. Ande de trás para frente. Mude a posição do mouse para a mão que geralmente não o usa. Faça o mesmo com a escova de dentes, o penteador, quando cortar o bolo ou o pão, ou pegar algum objeto. Volte ao normal apenas quando estiver no trabalho ou na rua.</p>
<p>Ouça mais o que os outros tem a dizer. Respeite o que os outros acham importante: religião, opinião, gosto.</p>
<p>Pense no lado bom das coisas. Mesmo em situações ruins, há sempre coisas boas que podemos tirar: superação, aprendizado, fortificação. E quando for capaz, ria de seus próprios tropeços.</p>
<p>Ouça, assista, leia, pense, faça, viva coisas alegres.</p>
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		<title>O menino que mudou o mundo</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Dec 2006 03:57:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agds</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Há muitas gerações atrás, um pequenino estava a caminhar em meio aos templos de sua aldeia &#8211; no seu jeito inocente como toda boa criança – notando tudo ao seu redor. Observava tudo, admirava tudo e fazia planos com tudo. E por mais que pequenino era, notou que podia mudar o mundo com simples idéias [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tremdamanha.wordpress.com&blog=644505&post=3&subd=tremdamanha&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Há muitas gerações atrás, um pequenino estava a caminhar em meio aos templos de sua aldeia &#8211; no seu jeito inocente como toda boa criança – notando tudo ao seu redor. Observava tudo, admirava tudo e fazia planos com tudo. E por mais que pequenino era, notou que podia mudar o mundo com simples idéias que havia tido ali.</p>
<p>Algum tempo depois, notou que os homens que eram tidos como sábios nas redondezas, liam e escreviam grandes livros e tratados. Como era pobre, não tinha como aprender a ler e a escrever. Por um momento ficou triste, mas mesmo assim, continuou a acreditar em suas pequenas e simples idéias, e ao invés de desistir, resolveu aprender ouvindo &#8211; do lado de fora das salas de reunião &#8211; todas as conversas e discussões entre os sábios.</p>
<p>Certa manhã, finalmente ele resolveu exercer suas idéias, e em meio à praça pública começou o seu discurso. Mas as pessoas começaram a caçoar do pobre menino, e ninguém o dava atenção. Quando a noite caiu, ele chorou em sua velha cama de palha. Por um momento quase desistiu, mas apesar de tudo o que passou naquele dia, continuou a acreditar em suas pequenas e simples idéias.</p>
<p>No dia seguinte, teve medo. Tinha medo de novas gozações. Tinha medo de estar errado perto dos sábios que ali sempre passavam. Tinha medo das pessoas o criticarem. Tinha medo de ninguém ouvi-lo. Mesmo assim, continuou a exercer suas idéias. Ninguém o ouvia, ninguém o dava atenção, alguns caçoavam, outros lhe lançavam olhares de estranhamento. Em alguns momentos o pobre menino pensou em desistir, em outros mal conseguia falar devido ao que sentia em meio aquelas duras reações. Uma lágrima correu-lhe, olhou pra baixo, e como um milagre, algo lhe deu forças &#8211; porque ele estava lutando por seus sonhos. Enxugou as lágrimas e, determinado, continuou a discursar elevando a sua voz cada vez mais.</p>
<p>Durante uma semana o menino ia sempre lá, e já conseguia atenção por alguns segundos de algumas pessoas. As gozações haviam cedido, mas nada dava resultado. Acreditou que o povo já havia se acostumado com ele e nunca teria sucesso. Mas como um novo milagre &#8211; porque o garoto estava lutando com todas as suas forças por seus sonhos -, um grande, porém humilde sábio parou diante dele para ouvi-lo. Estava realmente impressionado com as palavras que ele pronunciava, seu entusiasmo misturado ao medo, e claro, suas idéias em si. Assim, outras pessoas pararam e apesar do nervosismo, o menino  tomou fôlego e prosseguiu.</p>
<p>Anos e anos se passaram, e todo dia o menino &#8211; que já era um rapaz &#8211; pregava suas idéias, e como já havia adquirido grande multidão que o seguia, caminhava buscando novas aldeias. Havia conquistado o que queria, realizara o seu sonho e mesmo com tantas dificuldades, superou todas. E agora buscava realizar mais sonhos.</p>
<p>Infelizmente, alguns sábios arrogantes da aldeia onde o rapaz estava pregando, começaram a invejar seu sucesso. Então, resolveram perseguí-lo de várias formas: diziam que ele não sabia o que falava, não possuía estudo para dizer tudo aquilo, era um enganador e um mentiroso; e durante um longo tempo, recebeu várias ameaças. Ficou muito triste por isso, mas mesmo assim, continuou a acreditar em suas pequenas e simples idéias.</p>
<p>Pouco tempo se passou e as ameaças se concretizaram. Condenaram o rapaz e suas boas idéias. Ele ficou muito triste, pensou que tudo o que havia conquistado até ali estava perdido para sempre. Mas o seu coração deu um sinal. Então ergueu a cabeça e continuou a acreditar fortemente em tudo o que já tinha conseguido. Assim, disse:</p>
<p>- Levem minhas idéias adiante.</p>
<p>Quando morreu, todos puderam ver um grande sorriso em sua face. Ele se deu conta de que era o homem mais feliz de todos, pois ao olhar seu passado, viu que apesar de todas as dificuldades não havia desistido e conseguira tudo o que sempre quis, afinal, acreditou em seus sonhos. E por isso, a vida apesar de dura e difícil, também o ajudou em vários momentos.</p>
<p>A história termina quando um anjo, de presente, deu-lhe uma visão: num futuro remoto, muitas &#8211; mas muitas pessoas mesmo &#8211; estariam ouvindo suas idéias e levando-as adiante por uma eternidade toda.</p>
<p><em>Então, sempre quando você tiver uma grande sonho, não desista jamais. Talvez você chore como o menino chorou, enfrente muitas dificuldades como o menino enfrentou, mas não desista jamais, porque a verdadeira felicidade está nos nossos sonhos. Nunca se iluda. Saiba que os sonhos exigem muita força de vontade para serem realizados, e muitas vezes nos vemos distantes deles. Mas a vida recompensa quem luta bravamente, e os erros cometidos ou os tropeços enfrentados durante a jornada, só te ajudará a crescer cada vez mais, fortalecendo-o para enfrentar novas jornadas.</em></p>
<p><em>Dentre muitas boas e simples idéias que o rapaz havia espalhado quando vivo, foi a fé, através de sua própria vida.</em></p>
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